quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

O Vôo e o Rastejo



Eu acho que fui dessas crianças que transformavam a cama em nave espacial. Lembro-me do meu berço (que tinha um colchão com desenhos da personagem Banzé, de Walt Disney), depois da cama-berço, com seu colchão sem-graça que, mais velho, descobri que podia escrever nele... Eu escrevia - e desenhava - no colchão. Ficava junto a uma parede branca, e nem lembro que idade tinha quando decidi desenhar um Abrahão Lincoln gigante nela. Então, ainda na infância, eu tinha uma cama por nave espacial, um colchão onde escrever e desenhar e um Lincoln como ídolo na parede...

É certo, porém, que as camas não voam. Por mais asas tenham nossa imaginação, elas não voam. Nós, sim, voamos! Voamos para onde nos mandam nossas asas. E nossas asas podem nos manter em céus azuis, cortando nuvens de brancas faldas, ou... podem nos levar a andar de barriga sobre o solo, a tentar atingir os outros, com as garras que imaginamos ter... Quais garras?

Na Wikipédia, mais uma vez, uma criança dessas transviadas nos seus sonhos, volta a atacar. Diz palavrões, como outrora usava de imagens obscenas... Aí revertemos, seguimos adiante, felizes... Felizes por não sermos dessas pessoas que, insuportáveis na vida real, acabam também banidas, na virtual...

domingo, 23 de setembro de 2007

Iniciando


Compelido pelas necessidades, vim a criar um Blog...


Isso, claro, não é do meu feitio, aliás, nem sei mesmo se isso irá prosperar!


Pois... vim parar aqui, por conta de reclamarem estar usando indevidamente de outro espaço, e depois que descobri que um sujeito escrevera mal de mim, por aqui... Claro, devo usar deste espaço para falar de mim mesmo, ou de algum assunto interessantíssimo que espero o mundo se interesse em saber... do tipo: queixinhas e quejandas contra os Wikipedistas, plagiar a mim mesmo chamando a wiki por um nome pejorativo, ou mesmo tentar construir uma paródia de algum autor morto há séculos, para parecer mais culto e menos louco...


O problema é que sempre escrevemos olhando para nós mesmos, qual Narciso. Damos apenas aquilo que temos... E não poderia ser de outro modo.


Se temos algo de ruim dentro de nós, é isto que poderá sair... tudo que falamos, por mais dividamos nossas personalidades, por mais tentemos nos esconder em mil disfarces, estará patenteado no reflexo de nossas ações, de nossos pensamentos e de nossas... palavras.


Não tenho idéia do destino que isto possa vir a ter... mas ainda estou tateando nessa experiência, que é falar o que vai agora dentro de mim... um Narciso perdido em meio às hostes reflexivas de outros Narcisos nada afeitos à busca do belo, do justo, do verdadeiro...
André Koehne